Crónica da Cimeira de debandada
Encerrou-se a XV Cimeira da CPLP ontem em Bissau, capital da terra do Único Chefe. O certame de Portugal e suas ex-colónias passou a presidência rotativa à Guiné-Bissau, na ausência dos presidentes dos dois Estados hegemónicos da organização: Portugal e Brasil. Para este último a CPLP tem sido um palco de recreio internacional, porque os espaços geopolíticos em que melhor actua são os dos BRICS e do MERCOSUL. Para Portugal foi a primeira ausência de um Presidente da República em três décadas, facto que inevitavelmente marcou a reunião. A CPLP é o único palco onde Portugal consegue disfarçar uma inexistente relevância geopolítica, porque não passa de um Estado periférico na mandjuandadi ocidental. O Presidente de Angola também não esteve. A minha opinião sobre a CPLP é pública e muito anterior à cimeira de Bissau. Se quiser conhecê-la, clique sobre este azul . Mas posso retomá-la aqui em traços gerais: é uma organização ao serviço das pretensões neocoloniais e geopolíticas ...