A XI Legislatura e a urgência de derrubar uma ditadura
No passado 27 de Julho, foram investidos os novos deputados da Assembleia Nacional Popular (ANP) da Guiné-Bissau. Na véspera do dia da posse, PAI-Terra Ranka e PRS, dois maiores adversários políticos na história democrática do país até a criação do MEDEM G-15 em 2018, assinaram mais um acordo de incidência parlamentar, o segundo em nove anos. Apesar deste acordo garantir uma aliança parlamentar com maioria qualificada, um passo importante para o equilíbrio do poder entre os chamados órgãos de soberania, particularmente em relação ao apetite absolutista do Umaro Sissoco Embaló, e para importantes reformas no quadro legislativo nacional, são inúmeros os guineenses que, legitimamente, questionam a credibilidade desse acordo, lembrando que, após as eleições legislativas de 2014, os dois partidos tinham assumido uma aliança que acabou abortada, porque uma das partes (o PRS) se juntou a uma corrente de oposição criada no PAIGC, formada por José Mário Vaz, então PR, e 15 deputados...