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A mostrar mensagens de julho, 2024

O lado político do #Euro2024

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Termina hoje o campeonato europeu de futebol, #Euro2024. Uma competição que em termos desportivos tem muito que se comente, desde a desastrada última participação do Cristiano Ronaldo, o melhor futebolista português de sempre, até a eliminação precoce do campeão em título, a sempre "temível" Squadra Azurra, Itália. Mas essa tarefa ficará para aqueles que ainda se empolgam com a bola a rolar em diferentes provas de futebol mundial.  Eu quero comentar o lado político do Euro 2024 e anotar exibições de grande categoria a contrariar a falácia de que o futebol não é também um terreno de disputas ideológicas e de debate político.  A França foi eliminada nas meias finais. Mpappé, o melhor futebolista francês da actualidade, esteve longe do seu melhor nível em termos desportivos. Porém, a sua presença no Euro ficou marcada pelo apelo frontal ao voto contra a extrema-direita no seu país. Mbappé não estava à procura de sair bem na fotografia. Ele é negro, filho de imigrantes africanos,...

O triunfo da estratégia de caos do Kim Jon-Umaro Sissoco Embaló

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Foto: Facebook de Umaro Sissoco Embaló  "Muito tarde, tarde demais" - provérbio alemão Quando, em Outubro de 2023, escrevi neste blogue sobre a  estratégia de caos de Kim Jon-Umaro Sissoco Embaló , não estava a esforçar-me para vender qualquer ideia de que eu fosse uma espécie de vidente, djambakus , ou coisa parecida. Limitei-me a prestar atenção a dois polos de comportamentos que fundamentavam a luta política no período imediatamente a seguir às últimas eleições legislativas realizadas na Guiné-Bissau. De um lado, colocava-se um Umaro Sissoco Embaló com um tom de discurso diferente, pacífico, a apelar até para a "trégua" nas lutas pelo poder. Falsidade! Do outro lado, estava a PAI-Terra Ranka, coligação vencedora das legislativas com uma expressiva maioria absoluta que atormentou o orgulho totalitarista do Sissoco Embaló. Era uma oportunidade para reforçar a aliança popular contra uma ditadura sanguinária que não deixava margens para se duvidar do carácter absolu...