"Não nos deixam governar" - crónica de vitimismo demagogo
Foto: Facebook do PAIGC Kuma ku bu lestu ku diskisi nunde ku bu da ba tapada bu bin lembra nunde ku bu kai? Ke ma bu lestu ku diskisi! - Aliu Bari "Não nos deixam governar", ou "deixem-nos governar e vejam qual será o resultado". As duas frases são-nos familiares. Não são minhas. Quem as tem repetido são os dirigentes do maior partido guineense, PAIGC. Aquele que mais tempo esteve no exercício do poder e que só não venceu 2 das 11 eleições realizadas na Guiné-Bissau desde 1994. Elas transformaram-se no seu cliché preferido desde o capítulo da crónica crise política inaugurado em 2015, quando José Mário Vaz, eleito Presidente da República como seu candidato, decidiu romper o partido ao meio e semear o precedente que levaria Umaro Sissoco Embaló a ser o seu sucessor. Mas a quem o PAIGC pede para lhe deixar governar? Ao povo não será, porque este sempre lhe deu o seu voto e a sua fidelidade constantemente traída. São aos seus principais adversário...