Caderneta política do #Mundial2026 (PÁGINA 5)
Acaba a ronda dos 16 do #Mundial_Trump_2026. As contas africanas estão mais complicadas depois da eliminação do Egipto por Argentina. Insultos racistas de adeptos argentinos foram ignorados pela arbitragem do jogo, mesmo perante denúncias em tempo real do treinador egípcio. Os magníficos faraós demonstraram em campo porque são os mais titulados de África, mas não chegou para passar à próxima fase.
A Bélgica mandou os EUA embora para o palácio do Trump. É uma vitória que soube à justiça, mas não apaga a podridão da FIFA escancarada pela pouca vergonha do seu presidente Infantino. Trump continua a ditar as regras no mundial e desta vez mandou mesmo anular o castigo de um jogador estadunidense, Balogun, e a FIFA acatou a ordem. Ainda há quem caia na cantiga de "o futebol não se mistura com a política"? Vamos ver se a Bélgica não leva com umas sanções ou aumento de tarifas aduaneiras!
Com a eliminação do Egipto, Marrocos passa a ser não só a única selecção africana na copa do mundo, bem como a única a erguer a bandeira de solidariedade com o povo palestino, vítima de um genocídio praticado por Israel, com patrocínio dos EUA. Seria um gesto digno de aplausos, se o Estado marroquino não estivesse a colonizar outro povo africano ali ao lado, no Sahara Ocidental. A fórmula da hipocrisia é: Marrocos é contra o colonialismo israelita na Palestina, mas mantém o povo saharaui em meio século de subjugação.
A França eliminou o Paraguai com um golo de Mbappé, que se fartou de levar porrada dos adversários. Recusou-se a cumprimentá-los no fim do jogo. Incidentes normais no futebol, se não fossem os posts racistas de uma senedora paraguaia, Celeste Amarilla. Mbappé respondeu com elegância, mas a madame senadora acusa-o de "violência de género". Porquê? Para ela Mbappé é "bruto", "camaronês colonizado" que "os seres mais instruídos que ouviu foram os chimpanzés", etecetera. E o Mbappé respondeu: "senhora desprezível", "indigna da sua função" e que "não representa o Paraguai". E rola a bola!
Sumaila Djalo

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