Engana-se quem pensar que isto já está resolvido
Foto: Presidência da República O desfecho das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau inaugurou uma nova página na luta pelo poder. As trincheiras estão-se a reorganizar claramente para as próximas eleições presidenciais que, se não se criar nada de (a)normal, terá lugar entre o final de 2024 e início de 2025. O vocabulário está a ser renovado de um lado e de outro. "Trégua" é a palavra-chave do Kim Jon-Umaro Sissoco Embaló, que, apesar de manter o seu apetite absolutista, tem a noção da derrota sofrida pelo seu partido nas últimas legislativas como sendo um mau prenúncio para as presidenciais. Afinal o governo que empurrou o nosso país para o mais fundo dos infernos era da sua iniciativa. "Coesão", "unidade nacional", "perdão", etc., substituíram a ressonância do "império da lei" no cardápio discursivo do PAIGC, maior força política da coligação PAI-Terra Ranka, vencedora das eleições legislativas de Junho passado. Para Umaro ...