Da intolerância religiosa e cultural na Guiné-Bissau
Um à parte: escolhi a imagem de Polon para acompanhar a minha posição porque Polon representa, pelo menos para mim, entre muitos valores socioculturais, a boa convivência entre religiões, etnias e todas as expressões culturais que fazem a complexidade da Guiné-Bissau, "nação forjada na luta". No Polon estão os santuários das religiões de raiz africana, mas é também à sombra de Polon que, geralmente, se realizam as assembleias das aldeias e comunidades no interior da Guiné-Bissau para discutir assuntos de interesse público e, pela diversidade identitária que caracterizam as nossas aldeias/comunidades, essas assembleias podem integrar pepeis, mandjakus, fulas, mandingas, balantas, djakankas, etc., cada um fiel às suas crenças e seus valores. A boa convivência intercultural nem sempre caracterizou os nossos povos. Dispenso a dissertação que podia ser feita nesse sentido. Mas importa-me lembrar o papel central da luta de libertação nacional como processo que possibilitou o enc...