"Golpe de Estado" na Guiné-Bissau? Golpe de quem? Contra quem?
Vamos aos factos... A Guiné-Bissau foi à votação para as presidenciais e legislativas, em simultâneo, no passado 23 de Novembro. As eleições foram convocadas num contexto de ditadura que já dura 6 anos e comandada por Umaro Sissoco Embaló. A Comissão Nacional de Eleições (CNE), responsável pela organização do processo eleitoral, tem uma direcção caduca há 3 anos, mas conveniente ao Sissoco. O Supremo Tribunal de Justiça (STJ), entidade suprema da justiça guineense e instância máxima de fiscalização do processo eleitoral em todas as suas fases, tem um presidente imposto através de um processo eleitoral viciado, conduzido por Sandji Fati, um dos principais serviçais do ditador, indicado por uma presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) imposta por Sissoco. Os principais adversários políticos do tirano, com destaque para a PAI-Terra Ranka (de que faz parte o PAIGC) e o seu líder Domingos Simões Pereira, foram abusivamente impedidos de concorrer às eleições. Ainda assim, os gu...