Caderneta política do #Mundial2026 (PÁGINA 3)
Acabou a fase de grupos da copa do mundo. As contas africanas não podiam ser melhores desportivamente: 9 das 10 selecções representantes do continente passaram à ronda dos 32. 5 selecções apuradas como segundas classificadas e 4 em terceiro lugar. 7 treinadores africanos estiveram à frente destas equipas. A força e a técnica, mais a noção das vantagens comparativas em relação a outras selecções, superaram estereótipos e ultrapassaram preconceitos. Ainda não houve racismo dentro do campo. Esperemos que não haja. Mas não faltou no comentariado à margem dos jogos. O protagonista desta vez é o ex-craque alemão Bastian Schweinsteiger, que não resistiu ao impulso racista de qualificar as selecções africanas de "selvagens". O adjectivo é bastante familiar, não é? Qualquer semelhança com a linguagem nos manuais coloniais não é mera coincidência. Nas redes sociais, hoje incontornáveis no debate público, notabilizou-se uma onda de apoios de cidadãos africanos às selecções representan...